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Espanha alerta para expansão do mosquito-tigre com apoio da tecnologia Mosquito Alert


O Ministério da Saúde da Espanha confirmou a presença do mosquito-tigre (Aedes albopictus), transmissor de doenças perigosas como dengue, chikungunya e vírus Zika, em 156 municípios do país. A informação foi divulgada em comunicado oficial nesta sexta-feira.



Esse avanço foi possível graças ao trabalho da plataforma Mosquito Alert e à nova versão do algoritmo de inteligência artificial AIMA, que acelera e facilita a identificação das espécies de mosquitos que representam risco sanitário.

O algoritmo AIMA analisa imagens de mosquitos enviadas pelos cidadãos por meio do aplicativo Mosquito Alert a cada quatro minutos. Ele identifica a espécie do inseto e responde ao usuário em menos de cinco minutos. Caso o mosquito seja detectado em uma área onde não havia registros anteriores, o sistema gera um alerta automático, que é revisado cientificamente antes de ser encaminhado ao Centro de Coordenação de Alertas e Emergências Sanitárias (CCAES). A informação é então repassada às comunidades autônomas correspondentes.

Desde 2023, graças à participação da população, foram registrados 165 alertas confirmados naquele ano, 92 em 2024, e já 4.600 novas observações desde o início de 2025.

Além do mosquito-tigre, foi identificado também o mosquito-japonês (Aedes japonicus) em regiões do norte da Espanha, como Astúrias, Cantábria e País Basco, sendo mais uma espécie invasora preocupante.

De acordo com o Ministério, a escassez diária de enfermeiros aumenta os riscos à saúde pública, e o crescimento do número de mosquitos transmissores agrava ainda mais a situação sanitária no país.

Das imagens recebidas, 55 em cada 100 são classificadas corretamente. Entre elas, 25 apresentam mais de 98% de certeza e são imediatamente publicadas no mapa do Mosquito Alert, enquanto as demais passam por revisão de especialistas.

O Ministério da Saúde faz um apelo aos cidadãos para que baixem o aplicativo Mosquito Alert e colaborem no combate à disseminação dessas espécies perigosas. Como destaca o comunicado: "Até uma única foto pode fortalecer a segurança epidemiológica do país."